“A organização e a
construção da narrativa de si implicam colocar o sujeito em contato com suas experiências
formadoras, as quais são perspectivadas a partir daquilo que cada um viveu e
vive, das simbolizações e subjetivações construídas ao longo da vida”. (JOSSO,
2004). Tomando como base as palavras de Josso, trabalhar as questões identitárias, expressões de nossa existencialidade, através da análise e da interpretação de narrativas de vida escrita, permite-nos evidenciar a pluralidade, a fragilidade e a mudança de nossas identidades ao longo da vida, nesse sentido, o ato
de aprender está entrelaçado no ato de pesquisar, ela descreve o percurso da
aprendizagem em três fases: iniciação, integração e subordinação. Partindo das
palavras da autora, acredito que as narrações centradas em nossa formação ao
longo da vida, revelam formas e ampliam nosso modo de agir, de atuar, contribui para ressignificarmos a prática educativa, e é um elo significativo para promovermos
uma educação transformadora. Entendo as inúmeras experiências como parte integrante do processo de aprendizagem, sendo a formação uma imersão consciente em nossa própria experiência.
Devemos assumir uma postura investigativa, possibilitando a reflexão durante
todo o processo para reconfigurarmos o contexto educativo.
JOSSO, Marie Cristine. As narrações centradas sobre a formação durante a vida como desvelamento das formas e sentidos múltiplos de uma existencialidade singular-plural. Revista da FAEEBA: Educação e contemporaneidade /Salvador: UNEB, 1992.

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