domingo, 30 de setembro de 2012

Abordagens (Auto) Biográficas e a Formação de Professores


Abordagens (auto)biográficas

O que cada um viveu vai resignificar na sua vida e isso é formativo. As histórias de vida contribuem para auto-formação e nos permite entender esses processos formativos, elas estabelecem uma mediação para a formação. Nesse sentido, concordo com a afirmação de Santos (2000) de que “todo conhecimento é autoconhecimento”. Os  conhecimentos que acumulamos, nos permitem desenvolver competências e aprendizagens. A auto-formação (passado-presente-futuro) estabelecem conexões informativas, nossas memórias compõe essa formação. De acordo com  Gaston Pineau (2006), uma docência epistemologicamente transdisciplinar é construída mediante articulação competente numa teoria tripolar  que inclui a autoformação, heteroformação e ecoformação, mas  nenhum dos pólos deve ser priorizado em detrimento do outro. “A autoformação é a apropriação do sujeito de sua própria formação. [...] o termo heteroformação designa o pólo social de formação, os outros que se apropriam da ação educativo-formativa da pessoa. O termo ecoformação é a dimensão formativa do meio ambiente material, que é mais discreta e silenciosa do que as outras”. Nesta perspectiva a autoformação  permite a autonomização educativa, cada um é responsável pela apropriação e pelo próprio poder de formação. Diante disso, acredito que o professor deve ter  consciência das implicações de sua maneira de observar e compreender a realidade e as metodologias e histórias que compõe sua prática formativa, atuando de maneira  reflexiva para que ocorra uma aprendizagem que evidencie mais o ser e o papel de docente.


REFERÊNCIAS:
PINEAU, Gaston. A autoFormação no decurso da vida.
BRAGANÇA, Inês Ferreira de Souza. Sobre o conceito de formação na abordagem (auto)biográfica. 

sábado, 22 de setembro de 2012

Memória da infância...





...AS FESTAS DA ESCOLA
               Por vezes, chorava, reclamava ou inventava alguma dor para não ir às festas da escola. Não gostava de me expor, muito menos de usar alegorias em prol de algo  desconhecido, que não oferecia significado para o universo infantil que eu representava. Exponho dessa forma, porque não consigo obter lembranças do que aprendi na época festiva da escola quando era criança, as fotos apresentadas mostram minha “animação” em participar desses momentos, talvez por não saber o real motivo que essas festas acontecessem elas não eram  interessantes, nem tão pouco prazerosas.
               Hoje entendo que essas festas ( são joão, desfile de sete de setembro, entre outras), fazem parte da cultura na qual estamos inseridos e refletem valores sociais e históricos importantes para construção de aprendizagens  que contribuirá para formação do indivíduo, mas isso só vai ocorrer se houver uma constante interação, proporcionando aprendizado através das experiências vividas, das brincadeiras, dos jogos, das festas, dos procedimentos e atitudes do educador. Se esta prática estiver articulada com situações comunicativas onde a criança se sinta “livre” para expressar, pode-se construir elos significativos para o aprendizado e consequente para o desenvolvimento dos conhecimentos sociais e culturais.
             O papel fundamental do educador, sobretudo da educação infantil, consiste na  estruturação completa na maneira de pensar e organizar as práticas educativas, reconhecendo que os sujeitos são singulares, sendo assim não devemos trabalhar do mesmo modo com todos, admito que reconhecer essas especificidades é um desafio, mas esse olhar atento pode possibilitar melhorias na aprendizagem das crianças.
            A infância emerge como uma importante dimensão da construção social, dessa forma, para oferecer aprendizado significativo às crianças, devemos instigá-las  a observar, levantar hipóteses, expressar-se. É necessário conhecer os diversos contextos estruturados com assuntos relevantes para o mundo delas, afim de oportunizar maior integração e uma aprendizagem mais lúdica. Termino com as sábias palavras de Paulo Freire, “Educar é impregnar de sentido o que fazemos a cada instante”!.

domingo, 16 de setembro de 2012

Velha Infância



..."E a gente canta
    E a gente dança
    E a gente não se cansa
    De ser criança
   A gente brinca
   Na nossa velha infância"...
   (Tribalistas)