Abordagens (auto)biográficas
O que cada um viveu vai resignificar
na sua vida e isso é formativo. As histórias de vida contribuem para
auto-formação e nos permite entender esses processos formativos, elas
estabelecem uma mediação para a formação. Nesse sentido, concordo com a
afirmação de Santos (2000) de que “todo conhecimento é autoconhecimento”.
Os conhecimentos que acumulamos, nos
permitem desenvolver competências e aprendizagens. A auto-formação (passado-presente-futuro)
estabelecem conexões informativas, nossas memórias compõe essa formação. De acordo com Gaston Pineau (2006), uma docência epistemologicamente transdisciplinar é construída
mediante articulação competente numa teoria tripolar que inclui a autoformação, heteroformação e
ecoformação, mas nenhum dos pólos deve
ser priorizado em detrimento do outro. “A autoformação é a apropriação do
sujeito de sua própria formação. [...] o termo heteroformação designa o pólo
social de formação, os outros que se apropriam da ação educativo-formativa da
pessoa. O termo ecoformação é a dimensão formativa do meio ambiente material,
que é mais discreta e silenciosa do que as outras”. Nesta perspectiva a autoformação permite
a autonomização educativa, cada um é responsável pela apropriação e pelo próprio poder de formação. Diante disso, acredito que o professor deve ter consciência
das implicações de sua maneira de observar e compreender a realidade e as
metodologias e histórias que compõe sua prática formativa, atuando de
maneira reflexiva para que ocorra uma
aprendizagem que evidencie mais o ser e o papel de docente.
REFERÊNCIAS:
PINEAU, Gaston. A autoFormação no decurso da vida.
BRAGANÇA, Inês Ferreira de Souza. Sobre o conceito de formação na abordagem (auto)biográfica.
BRAGANÇA, Inês Ferreira de Souza. Sobre o conceito de formação na abordagem (auto)biográfica.

