sábado, 22 de setembro de 2012

Memória da infância...





...AS FESTAS DA ESCOLA
               Por vezes, chorava, reclamava ou inventava alguma dor para não ir às festas da escola. Não gostava de me expor, muito menos de usar alegorias em prol de algo  desconhecido, que não oferecia significado para o universo infantil que eu representava. Exponho dessa forma, porque não consigo obter lembranças do que aprendi na época festiva da escola quando era criança, as fotos apresentadas mostram minha “animação” em participar desses momentos, talvez por não saber o real motivo que essas festas acontecessem elas não eram  interessantes, nem tão pouco prazerosas.
               Hoje entendo que essas festas ( são joão, desfile de sete de setembro, entre outras), fazem parte da cultura na qual estamos inseridos e refletem valores sociais e históricos importantes para construção de aprendizagens  que contribuirá para formação do indivíduo, mas isso só vai ocorrer se houver uma constante interação, proporcionando aprendizado através das experiências vividas, das brincadeiras, dos jogos, das festas, dos procedimentos e atitudes do educador. Se esta prática estiver articulada com situações comunicativas onde a criança se sinta “livre” para expressar, pode-se construir elos significativos para o aprendizado e consequente para o desenvolvimento dos conhecimentos sociais e culturais.
             O papel fundamental do educador, sobretudo da educação infantil, consiste na  estruturação completa na maneira de pensar e organizar as práticas educativas, reconhecendo que os sujeitos são singulares, sendo assim não devemos trabalhar do mesmo modo com todos, admito que reconhecer essas especificidades é um desafio, mas esse olhar atento pode possibilitar melhorias na aprendizagem das crianças.
            A infância emerge como uma importante dimensão da construção social, dessa forma, para oferecer aprendizado significativo às crianças, devemos instigá-las  a observar, levantar hipóteses, expressar-se. É necessário conhecer os diversos contextos estruturados com assuntos relevantes para o mundo delas, afim de oportunizar maior integração e uma aprendizagem mais lúdica. Termino com as sábias palavras de Paulo Freire, “Educar é impregnar de sentido o que fazemos a cada instante”!.

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